Servidores da saúde paralisam e cobram de Waldez Góes reajuste de 36% 

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O Sindicato de Enfermagem e Trabalhadores de Saúde do Amapá (Sindsaúde) iniciou um movimento de paralisação da categoria nesta segunda-feira 11, em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O objetivo do movimento é pressionar o governador Waldez Góes (PDT) para garantir o reajuste salarial da categoria.

 

Durante a paralisação, que se estenderá até amanhã, dia 12, os trabalhadores da saúde estão denunciando o descaso da Sesa com a categoria e a falta de condições de trabalho nos principais hospitais do Amapá, principalmente no Pronto Atendimento Infantil (PAI), Hospital de Emergência (HE), Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL) e Hospital de Santana.

saude 3A enfermeira Juci de Oliveira, que trabalha no PAI, denuncia a superlotação na casa de saúde e afirma que os profissionais de enfermagem têm uma rotina sobrecarregada e estão adoecendo em consequência do estresse gerado pela grande demanda. Segundo ela, cada profissional chega a cuidar de até 50 pacientes durante os plantões no hospital.

A categoria quer um reajuste de 36%, tendo inclusive protocolado documento junto ao Governo do Amapá, que até agora não deu nenhum retorno. “O fato de o governo não anunciar a data-base e não chamar o sindicato para dialogar já é motivo para entrarmos em greve, mas antes vamos tentar mais uma vez negociar, por isso estamos fazendo essa paralisação para ver se ele chama a categoria ao diálogo”, declarou o presidente do Sindsaude, Ismael.

Aumento de salário

Outro agravante, segundo a categoria, é que o governador Waldez, após ter aumentado o próprio salário e de seus secretários, não quer dialogar com os servidores. “Não foi isso que ele prometeu em campanha. Disse que ia cuidar das pessoas, mas me parece que ele está só preocupado com ele mesmo e seus cabos eleitorais”, diz a enfermeira Juci.

O governo não se posicionou sobre a paralisação dos servidores da saúde.

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