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Vendedores de açaí reclamam do preço alto do produto

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O alto custo de transporte, o fator sazonal, irregularidades do abastecimento e a venda para agroindústrias são alguns dos motivos apontados pela Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (Avabel) para a alta do açaí nos últimos meses. Segundo o presidente da Avabel, Carlos Noronha, a rasa do açaí, que tem 28 quilos, custa R$ 250. Cada batedor artesanal compra, em média, 10 rasas para vender à população. Mas a produção não tem sido suficiente para abastecer os 7,5 mil batedores artesanais da Região Metropolitana.

 

“A capacitação e os cuidados que o batedor tem para produzir o litro do açaí não são os motivos do preço alto repassado ao consumidor. O que altera é a entressafra e a agroindústria em Belém. A cada dia que passa são novos empreendimentos da agroindústria que chegam em Belém. Acredito que só vem a piorar cada vez mais, porque não tem o aumento na produção. A agroindústria prejudica muito a vida do batedor artesanal. A gente compra a rasa de 28 quilos do fruto por R$ 250. Teve um aumento em R$ 50 em uma semana. E a previsão é que aumente mais o preço da rasa”, comenta Carlos Noronha.

Ele avalia que a situação está ruim tanto para o batedor artesanal quanto para o consumidor. No mesmo período do ano passado, explica o presidente da Avabel, o açaí tinha baixado de custo. “Mas agora ele está só aumentando. E vai aumentar mais, pois estamos no período da entressafra e da safra. Vamos ter que comprar dos atravessadores que vêm do Amapá”, acrescenta.

Antes, afirma Carlos Noronha, os batedores tinham a opção de comprar em Cametá e Igarapé-Miri. “Hoje não se vê mais açaí desses locais porque a agroindústria vai buscar direto. Aí não tem produto suficiente para todos os batedores, o que aumenta o preço de revenda. Hoje, as pessoas não compram tanto açaí porque acham caro. Estão com vontade, perguntam o preço e vão embora. O açaí médio está R$ 17 a R$ 22 . O grosso está R$ 25 a R$ 28, o litro”, afirma.

Carlos Noronha explica que já foi solicitada reunião com o governo para tratar a questão da exportação do fruto. “A agroindústria compra a rasa no mesmo valor que a gente. Ela não paga imposto e esse valor sai barato. Detalhe, vão até o pequeno produtor e compram o açaí, o que acaba fazendo com que não chegue açaí para o batedor artesanal. Um exemplo, o dono da agroindústria chega no atravessador e compra todo o fruto do barco. Logo, os produtores não vão reclamar de nada porque conseguem vender todo o açaí. O batedor artesanal vai lá e escolhe as rasas boas e fica no barco aquele açaí que não é bom para consumir”, acrescenta.

O atravessador Esmeraldo Freitas, 50 anos, conta que a principal causa do aumento do açaí está na falta de qualidade do fruto. “Hoje em dia você encontrar um paneiro de açaí por R$ 65. Um batedor precisa comprar pelo menos quatro desse paneiro. Eles não têm uma boa consistência. Tem região que produz um bom fruto, bom grão. Mas aí o preço dele é de R$ 200, R$ 240, quanto está na entressafra. Esse faz em média 13 litros. Mas isso não chega nem perto do que um batedor vende por dia. Tudo isso acaba refletindo no preço repassado à população”, afirma.

De O Liberal

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