GEA não conclui maternidade da Zona Norte e Hospital Mãe Luzia sofre com superlotação e falta de medicamentos

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“Constatamos aparelhos queimados, outros até novos, mas falta instalar equipamentos como as camas cirúrgicas, que estão no saguão desde janeiro. Também faltam medicamentos, inclusive antibióticos, extremamente necessários até para evitar mortes de crianças no hospital”.

 

O relato é do deputado estadual Max da AABB (PSB), integrante da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amapá, que, recentemente, fez uma visita técnica ao Hospital da Mulher Mãe Luzia e às instalações da nova maternidade localizada na Zona Norte de Macapá, que se encontra com 98% pronta e as obras paralisadas.

Uma semana após essa inspeção, nada mudou. De acordo com enfermeiros que trabalham na unidade, a falta de remédios continua e, em alguns casos, faltam até leitos para atender a demanda de mulheres que todos os dias procuram o hospital.

“A realidade que encontramos na maternidade não é muito diferente da que verificamos nas outras unidades de saúde já visitadas. É preciso agir e fazer funcionar esse decreto de emergência na saúde, evitando, principalmente, o desabastecimento de remédio na rede pública hospitalar”, argumentou o deputado, apontando a saída para o problema. “O governo precisa dar agilidade na conclusão da obra da maternidade da Zona Norte. Pelo que observamos, ela parou em fase de acabamento”, ponderou o parlamentar.

A maternidade de parto normal, cuja obra iniciou em 2014, terá capacidade para realizar, no mínimo, 300 procedimentos por mês e seu objetivo é justamente desafogar os atendimentos na única maternidade pública do Estado, a Mãe Luzia, localizada no Centro da capital.

Pelo projeto desenvolvido no governo passado, essa nova maternidade será equipada com 20 leitos em cinco ambientes, pré-parto, parto e pós-parto, todos com banheiros, além de consultórios e centro obstétrico. Casos emergenciais que necessitem de cirurgias também serão feitos na nova maternidade, no centro cirúrgico implantado na unidade. No entanto, o governo não deu prazo para retomar e concluir a obra.

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