Negócio: Na Saúde do Amapá, Waldez volta a priorizar setor privado

0
Do Amapá 247
A exemplo dos dois primeiros mandatos entre 2003 e 2010, quando priorizou a realização de parcerias com o setor privado na área da saúde e praticamente sucateou a rede pública, o governador Waldez Góes (PDT) volta a adotar a mesma estratégia. Até o momento, o governo ainda não anunciou nenhuma obra importante para os próximos quatro anos e tampouco se manifestou sobre as obras em execução herdadas da gestão anterior, porém, como solução para a interminável fila das cirurgias ortopédicas, acaba de anunciar uma nova parceria com o hospital particular São Camilo
Segundo a Secretaria de Saúde (Sesa), o hospital privado já realizava muitos procedimentos previstos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), auxiliando a rede pública, no entanto, com a revisão do plano, também irá ofertar cirurgias ortopédicas aos pacientes do Hospital de Emergência e Hospital de Clínicas Alberto Lima. Ficou estabelecido que o São Camilo realizará 100 cirurgias ortopédicas por mês, até que a demanda do Hospital de Emergência seja normalizada, situação que dificilmente será alcançada em razão da falta de leitos no hospital público e a elevada estatística de acidentes de trânsito no Estado.
Assim como nos mandatos anteriores, o pedetista novamente vai investir o dinheiro público em parcerias com a iniciativa privada, enquanto  as unidades pública de saúde acumulam problemas. Entre 2003 e 2010, o número de laboratórios e clínicas particulares cresceu significativamente no Estado, porém no mesmo período nenhum leito foi construído nos hospitais amapaenses.
Discurso e realidade
Em janeiro, quando assumiu o governo, Waldez anunciou uma série de dificuldades na saúde, mas, ao mesmo tempo, paralisou o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento na Zona Norte de Macapá. Recentemente decretou estado de emergência na saúde e imediatamente exonerou toda a equipe médica do município de Oiapoque, onde a população enfrenta epidemia de febre chikungunya e dengue.
Para a oposição, falta coerência e sinceridade entre o discurso e as medidas do governo na saúde. Mesmo sem medicamentos e até mesmo gaze nos dois maiores hospitais do Estado, Waldez primeiro repassou R$ 4 milhões ao carnaval e somente depois anunciou R$ 8 milhões para a compra de material e medicamentos hospitalar.

Leave A Reply

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com