Estudo sugere que dieta periódica oferece benefícios à saúde

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Cortar drasticamente as calorias durante cinco dias pode rejuvenescer o sistema imunológico e reduzir o risco de câncer

 

Você é o que você come. E também o que você não come. Um estudo recente divulgado pela Universidade do Sul da Califórnia na publicação científica Cell Metabolism sugere que uma dieta periódica que simula o jejum pode ter benefícios a longo prazo para a saúde, como rejuvenescer o sistema imunológico, reduzir os riscos de desenvolver câncer e melhorar o desempenho cognitivo. Um dos objetivos por trás da Fasting Mimicking Diet (FMD) é diminuir a presença do hormônio IGF- 1, que promove o envelhecimento, através da restrição calórica intermitente.

Isso não significa greve de fome! Como a própria pesquisa ressalta, a alternância entre ciclos de restrição alimentar e períodos de dieta normal é importante para induzir os já provados efeitos benéficos do jejum prolongado, mas minimizar o risco de adversidades e a pressão imposta pela interdição completa dos alimentos.

Na fase preliminar do estudo, os pesquisadores conduziram testes em ratos adultos ao longo de quatro dias seguidos duas vezes por mês. Além de viverem até sete meses mais do que aqueles animais que não foram submetidos à dieta, os ratos analisados apresentaram menor incidência de câncer, melhor performance em testes de memória e ficou provado que seus órgãos eram menores, o que pode significar menos inflamações. Quando aplicado em participantes humanos – 19 pessoas testaram a dieta e 19 fizeram parte do grupo controle -, o plano alimentar restritivo de cinco dias a cada mês durante três meses apresentou mudanças fisiológicas que poderiam contribuir para a redução de fatores de risco, como os níveis de glicose e insulina no sangue.

E como a dieta funciona na prática? Durante 25 dias em um mês, a pessoa se alimenta como de costume e nos cinco restantes ela segue o plano com pouca ingestão de proteína, cujo consumo calórico diário pode chegar ao correspondente à metade do seu normal. No primeiro dia, por exemplo, o limite era de 1090 calorias e a composição da dieta correspondia a 10% de proteína, 56% de gordura e 34% de carboidratos. Já a partir do segundo dia, o consumo era reduzido para 725 calorias, sendo 9% de proteína, 44% de gordura e 47% de carboidratos. Durante os dias em que estavam submetidos ao plano da dieta, os participantes comiam sopa de vegetais, barrinhas de cereal, bebidas energéticas, salgadinhos pouco calóricos, chá de camomila e tomavam suplementos alimentares à base de vegetais.

Ainda que não seja uma dieta tão radical quanto outras formas de jejum prolongado, a FMD não deve ser seguida sem a orientação médica prévia. E se o objetivo for exclusivamente o emagrecimento, essa talvez não seja a opção mais indicada, pois, embora a perda de peso venha como consequência do tempo, o grande ganho está relacionado a aspectos menos aparentes do corpo e a dieta não deve ser seguida continuamente.

Do GNT

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