Balanço: ambulantes reclamam da falta de circulação de dinheiro no carnaval

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Para o autônomo Felipe Reis, os quatro dias de folia no Sambódromo – de sexta a segunda-feira – não foram como ele havia planejado e teve de abaixar o preço da carne na chapa para poder ter saída e, mesmo assim, as vendas não foram das melhores.
Ele e os demais ambulantes disseram que o movimento foi inferior ao carnaval do ano passado e que a circulação de dinheiro não ocorreu como haviam proferido. “Não teve jeito. Na segunda noite de carnaval optei em reduzir o lucro para poder vender meu produto, mesmo assim tive prejuízo”, comentou.
A queda nas vendas também foi registrada em virtude de que a semana do carnaval ocorreu fora da época de pagamento e também pela falta de fiscalização do Procon, que deixou solto o preço das bebidas e comidas.
Só para se ter uma ideia, o preço da carne de sol, porção para duas pessoas, iniciou no sábado a R$ 25. Já no domingo, lá pelas 2h da manhã, o mesmo produto estava sendo vendido a R$ 15.
A ice de limão, em latinha, cujo preço é de R$ 4 nos comércios da cidade, estava sendo vendida dentro do Sambódromo a R$ 12. “A cidade está sem dinheiro circulando e ainda cobram um absurdo desses. O preço elevado com toda certeza afastou muita gente”, reclamou o professor aposentado João Neto.
O autônomo Felipe disse que as vendas não deram nem para cobrir o financiamento de R$ 1 mil feito pela Agência de Fomento do Amapá. “E agora, quem vai pagar o meu prejuízo”, indagou.

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