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Em um mês de estado de emergência, falta de medicamentos e superlotação continuam no HE

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“Não mudou nada, só fizeram mascarar os corredores do Hospital de Emergência, nos colocando em alas que nem animais porque o governador vinha visitar”, disparou um paciente ao ser entrevistado por um repórter da Rádio Difusora de Macapá, quando, nesta quinta-feira, 19, o governador Waldez Góes fazia visita ao Pronto Socorro Osvaldo Cruz após o secretário de Saúde, Pedro Leite, publicar nas redes sociais que os corredores da unidade teriam sido esvaziados em decorrência do estado de emergência.
Mas durante a visita de Waldez o que se viu foi outra realidade. O governador ouviu muitos pacientes reclamando da falta de informações e de medicamentos, além de enfermarias sem ar condicionado e ventilação adequada. “Eu estou com uma infecção há dias, mas não tem medicamento para isso. Não há previsão de cirurgia, mas o meu nome está na lista de espera”, frisou o paciente Isaac da Silva Lopes.
Ortopedia
Apesar de o estado de emergência ter sido publicado há um mês, não houve nenhuma medida estruturante para melhorar o sistema de saúde. O que, segundo os técnicos informaram, está ocorrendo são mutirões que eram realizados na gestão passada.
“Aí vem uma pergunta que não quer calar: por que esse represamento de pacientes, quais as causas de quatro anos desse represamento, os atores envolvidos, objetivos?”. A resposta à indagação de um profissional do HE pode estar no maior objetivo, que é levar as cirurgias de alta complexidade em ortopedia para o Hospital São Camilo.
Segundo uma fonte da Sesa, as artroscopias, que devem ter mais de 400 pacientes aguardando para serem feitas, “são as mais caras e já se comenta que é a galinha dos ovos de ouro”.
“Pois na rede pública pode ter um custo de no máximo R$ 5 mil e, se for para o São Camilo, vai ficar entre R$ 25 mil e R$ 30 mil cada e, o mais importante, os mesmos médicos da rede pública são os do São Camilo”, revelou.
De acordo com a fonte, o Hospital São Camilo não tem corpo clínico remunerado pela instituição. Os médicos que lá trabalham são prestadores de serviço direto ou através de empresas que constituem. Devido ao fato de serem servidores públicos, há um enorme conflito de interesses.
“Temos a cardiologia (Dr. Furlan), ortopedia, artroscopia e ilizarov (Dr. Joel, Dr. Frederico, Dr. José Maria, Dr. Luiz Alberto), serviço de nutrição parenteral (esposa do Dr. Fernando Nascimento, que tem contrato com o São Camilo) e as ressonâncias e tomografias, que já estão com o Ineuro (Dr. Dorimar, Dr. Alejandro…), informou.

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