Dor e angústia de uma família: corpo de criança recém-nascida desaparece da Maternidade Mãe Luzia

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Como se não bastasse a dor de perder a filha de um mês e dois dias de nascida, a estudante Bruna Costa Coutinho, 14 anos, agora carrega a angústia de não poder sepultá-la. O corpo da bebê simplesmente desapareceu da Maternidade Mãe Luzia e ninguém da direção sabe informar à família o que ocorreu.

 

Bruna teve a criança no município de Santana no dia 3 de julho. Mas, como ela nasceu com problemas de cardiopatia, foi feita transferência para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Maternidade Mãe Luzia, em Macapá, porém, na madrugada de quarta para quinta-feira desta semana, a menina faleceu.

A mãe conta que, após a morte da criança, ficou com a filha por uma hora e meia e, em seguida, o corpo foi levado para a geladeira do hospital, onde, segundo Bruna, havia outras 15 crianças mortas. Depois disso ela foi informada que para liberação do corpo era necessário a Certidão de Nascimento, mas, como era noite, o documento foi emitido somente pela manhã. O nome escolhido pelos pais foi Eloany Vitória Coutinho dos Santos.

certidao nascimento

“Quando peguei a certidão segui direto à funerária para que eles fossem até a maternidade, pegassem o corpo e levassem para Santana, onde minha filha seria velada, mas ao chegar lá não vi mais nem o corpo da minha nem das outras crianças”, narrou Bruna.

Desesperada, buscou informações em toda a maternidade, mas ninguém soube esclarecer o que havia ocorrido. Nem mesmo a direção atendeu a mãe para dar uma justificativa do destino dado ao corpo.

O pai de Vitória, Marco Coelho dos Santos, 18 anos, ainda na quinta-feira, 6, registou ocorrência no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública do Pacoval e agora aguarda os procedimentos da autoridade policial que ficará responsável pelo caso. “Tudo o que eu quero é dar um enterro digno para a minha filha”, desabafou Bruna.

De acordo com informações de funcionários da maternidade que preferiram não serem identificados, fetos ou crianças prematuras ficam por 15 dias na geladeira daquela unidade de saúde. Após esse período, se o corpo não for solicitado pela família, é sepultado.

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