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Por Nezimar Borges
Publicação: 22/03/2014 - Atualização: 22/03/2014
Bajulação e troca de favores: artigo critica o beija-mão de políticos amapaenses a Sarney

 


Blog do Nezimar Borges

 

No beija mão de Sarney, no dia de São José, 5 candidatos ao governo do Amapá entraram na fila: Lucas, Gilvam, Amanajás, Waldez e Aline Gurgel

 

O beija mão quando Sarney visita o Amapá

Uma tradição que por anos permeou o Brasil Império parece que é resgatada no Amapá quando Sarney visita o Estado: o beija mão em troca de favores.

Na velha tradição monárquica uma grande fila se estendia pelos corredores do Palácio imperial no Rio de Janeiro. Todos os tipos de pessoas aguardavam com ansiedade pelo momento de se curvar diante da imponência absoluta. Aqui, uma cena deprimente acontece quando Sarney desembarca no aeroporto de Macapá - a velha e ultrapassada elite tucuju o recepciona com um patético beija mão.

Naquela época as pessoas ajoelhadas e inclinadas manifestavam seu respeito e submissão à Coroa beijando a mão do monarca de plantão. E como outrora, aqui no Amapá esse contato pessoal também é um sinal de obediência, mas também hora de pedir favores.

No beija-mão tucuju o que se pretende é a retribuição em ser o escolhido pelo maranhense para se firmar como frente oposicionista ao governo do Estado. Com esse objetivo é que Lucas Barreto, Gilvam Borges, Jorge Amanjás, Waldez Góes e Aline Gurgel disputam apoio do oligarca maranhense. Tudo isso porque estes ainda creem que, se escolhidos, podem de alguma forma ter chance de vencer a forte aliança PSB/PT.

Retomando a história. Por aqui a "corte maranhense" aportou em 1990. Antes, porém, o "rei" tratou de cooptar a elite amapaense com concessões de rádios e tevês, pois assim se tornaria popular com a bajulação diuturnamente nos meios de comunicações.

Ainda hoje o beija mão é uma boa maneira de fazer seus súditos se sentirem pertencentes ao reino podre da corrupção? Houve um tempo em que a tradição foi mais descarada, hoje nem tanto, pois o velho caudilho está em fim de carreira. Mas nos anos onde a harmonia imperava, a babação era desenfreada.

Assim como o beija mão na velha corte brasileira teve o seu fim, também tem validade para exaurir o repugnante costume da elite tucuju. Hoje o povo não vê a hora de defenestrar de vez aqueles que procuram Sarney para se locupletar da coisa alheia. O fim deste costume está decretado para acontecer em 05 de outubro de 2014 quando o povo oficializará o fim de um símbolo já decadente há muito tempo.