Prefeito de Macapá pune servidores municipais com a suspensão de gratificações

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“O decreto, segundo a prefeitura, não vai cortar salários de servidores efetivos e nem comprometer serviços de saúde, limpeza urbana e educação”. Esse trecho foi publicado em setembro num portal de notícias local quando o prefeito de Macapá, Clécio Luís (sem partido), anunciou um programa de contenção de despesas para aumentar a arrecadação financeira do município.

 

Mas, na prática, não é isso que vem acontecendo, pois, no mesmo tempo em que pregava seu pacote de medidas de controle de gastos, o prefeito decretou a suspensão das gratificações de auxiliar de confiança de 166 servidores efetivos da administração pública municipal, os quais deixaram de receber um valor de R$ 450,00/mês.

Ao assumir o cargo de prefeito de Macapá, Clécio Luís se deparou com várias gerências criadas pelo seu antecessor. Ao invés de extinguir, o gestor optou em deixá-las, pois assim poderia presentear seus apadrinhas políticos e garantir empregos para quem o apoiou na campanha eleitoral.

Outra “furada” do prefeito foi de não cortar o orçamento de seu gabinete, que, hoje, ultrapassa os R$ 8 milhões, além de investir R$ 6 milhões em contrato de comunicação.

“O prefeito Clécio duplicou o orçamento de seu gabinete, que antes de sua gestão era em torno de R$ 2 milhões. Além disso, o prefeito investe em publicidade tentando tirar o foco do povo para os problemas do município”, disse o vereador de Macapá, Washington Picanço (PSB).

“Não podemos aceitar que o prefeito brinque com o dinheiro público. Se ele quer fazer contenção de despesas, deve começar por sua administração e não diminuir os salários dos servidores municipais que são pais de família e dependem desse dinheiro para sustentar seus filhos”, completou.

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