Crise na segurança: Waldez gasta quase R$ 10 milhões em propaganda e apenas R$ 6 milhões com a PM

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Homicídios, execuções, assaltos e roubos, se tornaram corriqueiros no dia a dia do amapaense. No entanto, o governo do Estado, por meio do secretário de Segurança Pública Ericláudio Alencar, em Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores de Santana convocada para debater a onda de violência no segundo maior município do Estado, sustentou a versão de que a onda de violência tem forte ligação com a falta de regulamentação de horários de funcionamento de bares e boates.

 

A versão oficial do governo, não condiz com a realidade dos gastos e prioridades do atual governo, que vem gastando maciçamente em publicidade e propaganda. Somente no ano de 2017, a previsão é gastar quase R$ 10 milhões, valor superior ao que será gasto pela Polícia Militar, que é um pouco mais de R$ 6 milhões.

Por outro lado, segundo o ex-secretário de Planejamento do Estado, Juliano Del Castilo, o governador Waldez ignora o desastre econômico e social provocado pela falta de gestão nos três anos de seu governo, observados com o crescimento alarmante do desemprego em massa que coloca o Amapá no topo do ranking nacional da taxa de desemprego. “Conforme dados do Caged, somados aos cortes de programas sociais como o Renda pra Viver Melhor, fim do Passe Social Estudantil, o sucateamento da educação e a falta de políticas públicas voltadas aos jovens que sãos as principais vítimas e protagonistas da onda de criminalidade”, observou.

“Além disso, o aumento dos índices de pobreza e miséria, ocasionados pela falta de uma política econômica do governo para desenvolver o estado, contrasta com o caos social que pode explicar a recente crise na área da Segurança Pública”, exemplifica Del Castilho.

Propaganda x Segurança

Numa rápida pesquisa no Portal da Transparência do GEA, mostra que os gastos com propaganda do governo Waldez para este ano são de R$ 9.986.000,00. A Polícia Militar, que precisa estar presente em todo Estado com viaturas e rondas ostensivas, tem um orçamento para 2017 de pouco mais de R$ R$ 6.001.457,12.

De acordo com o presidente da Associação dos Militares do Amapá (ASMEAP), tenente Machado, a falta de orçamento afeta na falta de condições de trabalho e na desvalorização dos servidores. “Hoje o Estado não investe no setor de segurança. O retrato é o sucateamento da frota. Enquanto, os meliantes têm armas de última geração a PM está com armas obsoletas”, desabafa.

Sobre o caos na Segurança Pública, o secretário Ericláudio Alencar, chegou a declarar na mesma audiência pública, que o Governo do Amapá aguarda a liberação de uma emenda de bancada no valor de R$ 90 milhões para serem investidos no setor e que não seria “magico e não tem uma varinha mágica” para resolver todos os problemas da Segurança Pública do Amapá.

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