Paralisação de obras, desemprego, caos na saúde e crise no comércio marcam os seis meses da gestão de Waldez Góes

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Para quem disse durante a campanha eleitoral que ia cuidar das pessoas e das cidades, a realidade está longe de acontecer. Desde que assumiu o governo, no dia 1º de janeiro, Waldez Góes (PDT), além de tomar decisões equivocadas como o aumento do próprio salário e de seus secretários, virou as costas para a população. Nos quatro cantos do Amapá, ninguém vê o governador do Estado. Nesta terça-feira, 30, completam seis meses da nova gestão e, assim como aconteceu nos cem primeiros dias, Waldez prefere o silêncio em vez de vir a público e prestar contas do que fez. E do que não fez.

 

Nem a tão experiência pregada na campanha faz sequer Waldez conseguir acessar mais de R$ 800 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que estão disponíveis para o Amapá. Por conta da inoperância administrativa, atualmente, o governo está com mais de 50 obras paralisadas, como, por exemplo, a Maternidade da Zona Norte, a Rodovia Norte/Sul, o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), o Hospital de Santana, a Rodovia AP-070, a Ponte do Rio Matapi, entre outras.

O resultado da paralisia de obras reflete nos dados negativos de desemprego que são os maiores dos últimos 12 anos, segundo divulgou o IBGE.

A crise instalada no Estado afeta diretamente o comércio. Grandes lojas, como Dicasa, A Credilar, Tom Importados, Araras Shopping Center, entre outras, fecharam as portas. A Domestilar e até a Maranata – do atual secretário de Indústria e Comércio do Estado e presidente da Federação do Comércio, Eliezer Viterbino – demitiram centenas de trabalhadores.

Para piorar, os servidores públicos estaduais, responsáveis por grande parte da movimentação da economia do Estado, tiveram zero por cento de aumento salarial.

Na saúde, médicos no Pronto Atendimento Infantil (PAI), segundo denunciou o Ministério Público Estadual, estão escolhendo quem vai viver. Situação não tão diferente nas demais unidades de saúde da rede pública estadual, onde até dipirona, segundo o Sindicato dos Médicos do Amapá, falta para os pacientes.

Todos esses desmandos administrativos tiveram impacto negativo na avaliação da imagem de Waldez Góes. Segundo o Instituto GPP, com sede no Rio de Janeiro – em recente pesquisa divulgada pelo jornalista Paulo Silva -, a rejeição do governador é de 76%.

Nos bastidores do Palácio do Setentrião dizem que Waldez continua apostando no silêncio e na blindagem de grande parte dos veículos de comunicação, mas, segundo o povo que está fora, precisou só combinar. Enquanto isso, o barco lotado de passageiros segue à deriva sem rumo e sem comandante, como disse em artigo o pastor Oton Alencar, aliado do governador, ao avaliar a gestão de Góes.

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